O cabelo negro se soltara das tranças, e a expressão em seu rosto era a mesma que ele havia desenhado tantas vezes. Havia um calor subindo em sua face, Estaria zangada? Envergonhada? Gostaria de saber, mas não podia se permitir perguntar.
O que está fazendo aqui? - Ele pôde ouvir o rosnado em sua própria voz, e se arrempendeu da grosseiria, sabendo que ela nunca entederia.
- Eu... Eu não consigui dormir - gaguejou, indo em direção ao fogo e á cadeira dele. - Vi a luz em sue quarto e também de fora da porta. Vi a algum lugar?
- Eu pretendia contar a você - começou ele. Não devia mentir. Mas nunca teve a intenção de deixá-la a par de seus planos. Contar só pioraria as coisa. Já tinha deixado as coisas irem longe demais, com esperaças que essa vez fosse ser diferente.
Ela se aproximou mais um pouco e seus olhos pousaram sobre o caderno de desenho.
- Estava me desenhado?
Seu tom assuntador o lembro de como era grande o abismo entre os dois. Mesmo deppis de todo o tempo que tinha passado juntos na últimas semanas, ela não tinha nem começado a enxergar a verdade que estava por trás da atração entre eles.
Isso era bom - ou,pelo menos, era o melhor para ela. Durante os últimos dias, desde que ele resolvera ir em bora, estivera lutando para se afastar dela. o esforço lhe exigiu tanto que, assim que se viu sozinho, teve que ceder as desejo acumulado de desenhá-la. Enchera o caderno de páginas retratando sua percoço arqueado, sua clavícula marmórea, o abismo negro de seus cabelos.
Agora, ele olhava de volta para o esboço, sentindo não vergonha por ter sido surpreendido desenhando-a, mas coisa pior. Um arrepio gelado se espalhou pelo seu corpo quando percebeu que aquela descoberta - a revelação do que sentia - a destruiria. Ele devia ter tomado cuidado. Era assim que sempre começava.
-Leite morno com uma colher de melado - murmurou ele, ainda de costas. Depois, acrescentou com tristeza. - Vai ajudá-la a dormir.
- Como você sabia? Minha nossa, era exatamente iso que minha mãe costumava...
- Eu sei - Ele intenrrompeu, se virando para encará-la. O espanto na voz dela não o surpreendia, mas mesmo assim não podia explicar como sabia o que fazer, ou contar quantas vezes ele mesmo tinha preparado essa bebida no passado, quando as sombras chegavam, ou como a tinha segurando nos braços até que adormecesse.
Ele sentiu o toque dela como se o tivesse queimando através da camisa, a mão pousada gentilmente em seu ombro, fazendo-o arfar Os dois ainda nõ haviam se tocado nessa vida, e o primeiro contado sempre o deixava sem ar.
- Me responda - sussurou ela. - Esta indo embora?
- Sim.
-Então me leve com você - Disse ele abruptamente. No mesmo momento, ele viu que ela prendia a respiração, desejando ser possível retirar o que acabará de dizer. Podia ver a sucessão de emoções se formando no vinco entre seus olhos: ela se sentia empetuosa, depois desnorteada, e em seguida envergonhada pela própria ousadia. Ela sempre fazia isso e, muitas vezes antes, ele tinha cometido o erro de confortá-la nesse exato momento.
sábado, 6 de outubro de 2012
Fallen - No começo
Helston, Inglaterra
Setembro de 1854
Por volta da meia-noite, seus olhos finalmente tomaran forma. A expressão neles era felina, parte determinada, parte hesitante - Prontos para causar problemas. Sim, aqueles olhos estavam igualzinhos. Alcançando as sombrancelhas finas e elegantes, e centímetros da cascata escura que era seus cabelos.
Ele estendeu o braço para avaliar seu progesso no papel que segurava. Era difícil trabalhar sem que ela tivesse na sua frente, mas, de qualquer modo, nunca conseguiria desenhar na presença dela. Desde que chegaram de Londres - Não, desde que a vira pela primeira vez-, Ele precisaram tomar cuidade para mantê-la sempre a distância.
Agora, ela o abordava diariamente, e cada dia era mais difícil do que o anterior. Era por isso que ele iria embora na manhã seguinte- Para a Índia, para as Américas, não sabia e tampouco se importava. Em qualquer lugar que parasse seria mais fácil do que estar ali.
Ele se enclinou dobre o desenho de novo, suspirando ao usar o polegar para retocar o carvão borrado que delineava o voluptuoso lábio inferior. Esse papel sem vida, um cruel impostor, era a única maneira de levá-la consigo.
Então, se endireitando na cadeira de couro da biblioteca, ele sentiu. Aquela brisa morna em sua nunca. Ela.
Sua mera proximidade dava-lhe a mais peculiar das sensações, como o calor que emana de uma acha lenha, queimando até virar um monte de cinzas numa fogueira. Ele sabia sem precisar virar o rosto: ela estava lá. Escondeu o retrato no meio dos papéis amontoados em seu colo, mas não podia escapar dela.
Os olhos dele recaíram sobre o sofá estofado cor de marfim do outro lado do salão, onde apenas algumas horas antes ela aparecera inesperadamente, depois dos outros alunos de seu grupo, usando um vestido do anfitrião, que tocara uma bela música no cravo. Seu olhar cruzou a sala até a janela que dava para a varanda, onde no dia anterios ela surgira para ele com um punhado de peônias brancas nas mãos. Ela ainda achava que a atração que sentia por ele era inocente, que seus frenquentes encontros na varanda eram meramente... felizes coicidências. Tão igênua! Ele nunca contara a verdade - O segredo era um fardo que suportaria sozinho.
Ele se levantou e deu meia-volta, deixando os esboços para trás, sobre a cadeira de couro. E lá estava ela, encostada nas cornas de veludo, em seu simplis vestido branco.
Tormenta
Tormenta
Ela não estava com frio nem com medo. Sentia-se livre de tudo o que a atormentava na Terra. Livre de perigo, livre de qualquer dor que já sentiria. Livre da gravidade. E tão apaixonda. Os lábios de Daniel traçaram uma linha de beijos até o lado de seu pescoço. Ele apertou os braços em volta da cintura dela e virou-a para que o encarasse. Seus pés estavam em cima dos dele, como quando dançaram sobre o oceano na festa da fogueira. Não venta mais, o ar em torno deles era silencioso e calmo. Os únicos sons eram as asas de Daniel batendo enquanto eles pairavam no céu, e o das batidas de seu coração.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
#Fatto
The only sensible way to live in this world is without rules!
O único modo razoável de se viver neste mundo é sem regras!
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
#FATO
As vezes é mais facil você dizer que esta bem do que tentar explicar todas as razões
pelas quais você não esta.
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